HISTÓRIA
História...
O cão Tomis, cheio de saudade, há dois meses continua indo todos os dias à igreja onde aconteceu o funeral da sua falecida dona.
Todos os dias, à mesma hora, os sinos tocam. E todas as vezes ele aparece.
Tomis é um pastor-alemão de coração partido. Desde o dia em que perdeu a sua amada dona Maria, nunca deixou de esperá-la.
Maria tinha 57 anos. Vivia sozinha, mas nunca se sentiu só: há sete anos encontrou Tomis nos campos — assustado e faminto. Desde então, tornaram-se inseparáveis. Ele era o seu companheiro silencioso, a sua sombra. A sua única família.
Maria era tão apegada a Tomis que até pediu ao pároco, o padre Donato Panna, permissão para levá-lo com ela à igreja. Tomis sempre se sentava quieto ao seu lado, observando atentamente, sabendo que Maria estava por perto — e isso lhe bastava.
E depois… Maria já não estava mais. O funeral dela foi na mesma igreja onde tantas vezes estiveram juntos. Mas Tomis não entendeu o que havia acontecido. Para ele, parecia que Maria simplesmente entrou na igreja — e não voltou.
Desde então, todos os dias, ao som dos sinos que anunciam a missa, Tomis chega correndo. Senta-se junto ao altar, como sempre. Não late, não se agita. Apenas espera.
Com paciência. Com esperança. Com amor.
«Parece que ele acredita que Maria sairá dali — justamente dali — e o levará de volta para casa», conta o padre Donato. «E nenhum dos paroquianos jamais teve coragem de expulsá-lo. Parece que junto com ele também nós esperamos o regresso de Maria».
Entre os bancos vazios, na suave luz das velas, este fiel cão tornou-se um símbolo do amor que não tem limites.
Um amor mais forte que o tempo.
Um amor que talvez nem a morte consiga destruir.
( Autor Desconhecido)
" Seja um doador de sangue que a vida agradece. "

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